terça-feira, 11 de maio de 2010

A viagem vertical, de Enrique Vila-Matas

 

Não escrevi nada sobre esse livro que li há três anos. No entanto, considero uma das minhas obras preferidas. Guardei dois trechos nas minhas memórias de boas leituras:
 
"Sem poder evitar, voltou a mergulhar no terreno pantanoso das lembranças, a se perder no labirinto de uma memória frágil, e voltou a perceber que, quanto mais lembrava sua infância, mas se afastava de si próprio. Vagou um bom tempo de uma lembrança a outra, sempre viajando em círculos - começou a sentir desprezo, na hora de lembrar, pela linha reta, e preferiu vagar, pegar veredas, seguir eclipses e charadas, dar voltar infernais em círculo ao redor de sua própria memória -, e retomou, muito especialmente, a lembrança do último dia da sua vida em que fôra à escola."

"Como tantas vezes na vida, há sempre um segundo drama oculto - muito mais sério do que o primeiro - escondido por trás da tragédia mais óbvia, mais visível."

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