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terça-feira, 4 de agosto de 2015

simplesmente




se não tivesse conhecido a Lua
no lastro da Terra
tudo seria diferente
nem pior nem melhor

simplesmente
d i f e r e n t e

e assim é 
para todas as coisas 
da vida




terça-feira, 5 de maio de 2015

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Aprendi com o Manoel



Aprendi com o Manoel que as coisas pequenas são grandes
e que o chão com suas miudezas não é menos poético do que as estrelas

Ele me ensinou a fotografar o silêncio e a desinventar objetos
a entender os delírios do verbo e a inventar memórias

aprendi com o Manoel que a filosofia está nas coisas simples
e que o olhar para as coisas desimportantes torna a alma mais tolerante

e mesmo no dia da sua partida
aprendi com ele
que ir
não é triste
é da natureza

terça-feira, 31 de julho de 2012

sábado, 28 de julho de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A sabedoria pode ser isso



Estamos sempre indo para algum lugar. Há sempre um passo adiante e outro que ficou para trás. Tudo continua no seu ritmo. A sabedoria pode estar nisso, em saber andar no mesmo passo em que estamos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Era verão


                       Era verão e todas as coisas estavam quentes: 
o chão, a cama e a cabeça. Faltava vento para as ideias. 

sábado, 21 de janeiro de 2012

descobri Mempo Giardinelli

e me apaixonei.

tudo tem o seu lugar no mundo

da janela, percebi que não te esperava, vivia


por que ler?



e por que não ler? por pura preguiça, por falta de hábito, por falta de incentivo, por mera displicência, por fazer pensar, por nos mostrar o que existe além do nosso universo, por exigir concentração, por abrir todos os caminhos, pelas múltiplas opções, por não ser imagem nem som, por isso e por aquilo e por todas as outras desculpas que impedem alguém de não abrir um livro. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Estou impregnada de paisagem



Estou impregnada de paisagem. A cidade me floriu. Cresce em mim pés de jacarandá. Tenho varrido boca afora flores liláses e amarelas.  Suspeito de uma chuva de verão molhando meu peito em plena primavera. O vento vindo do sul já deu norte aos meus pensamentos. Estou repleta de horizontes. As ruas me percorrem. O sol me põe e me amanhece. A lua me anoiteceu. Estou emoldurada de céu. No centro, uma árvore com flores alaranjadas faz sombra no meu umbigo. Já dei água aos passarinhos. Um até me pousou. Tenho servido de ninho. Estão me fazendo de natureza. Passam por mim e me arrancam uma folha e um suspiro. Outros me retratam, outros nem me vêem. Estou mais para as formigas do que para as pessoas. Insetos me habitam.