Os textos publicados não terão a ordem dos livros nem tampouco dos dicionários. Virão da desordem da vida, do improviso das águas, das impressões sobre qualquer coisa. Tudo que carregue o mistério de ser letra, verso, prosa. A única lógica será não ter lógica nenhuma. Pode ser que sirva, pode ser que exista, pode ser que dê. Quem sabe?
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terça-feira, 4 de agosto de 2015
simplesmente
se não tivesse conhecido a Lua
no lastro da Terra
tudo seria diferente
nem pior nem melhor
simplesmente
d i f e r e n t e
e assim é
para todas as coisas
da vida
quarta-feira, 17 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Aprendi com o Manoel
Aprendi com o Manoel que as coisas pequenas são grandes
e que o chão com suas miudezas não é menos poético do que as estrelas
Ele me ensinou a fotografar o silêncio e a desinventar objetos
a entender os delírios do verbo e a inventar memórias
aprendi com o Manoel que a filosofia está nas coisas simples
e que o olhar para as coisas desimportantes torna a alma mais tolerante
e mesmo no dia da sua partida
aprendi com ele
que ir
não é triste
é da natureza
terça-feira, 31 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A sabedoria pode ser isso
Estamos sempre indo para algum lugar. Há sempre um passo adiante e outro que ficou para trás. Tudo continua no seu ritmo. A sabedoria pode estar nisso, em saber andar no mesmo passo em que estamos.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Era verão
o chão, a cama e a cabeça. Faltava vento para as ideias.
sábado, 21 de janeiro de 2012
por que ler?
e por que não ler? por pura preguiça, por falta de hábito, por falta de incentivo, por mera displicência, por fazer pensar, por nos mostrar o que existe além do nosso universo, por exigir concentração, por abrir todos os caminhos, pelas múltiplas opções, por não ser imagem nem som, por isso e por aquilo e por todas as outras desculpas que impedem alguém de não abrir um livro.
domingo, 18 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Estou impregnada de paisagem
Estou impregnada de paisagem. A cidade me floriu. Cresce em mim pés de jacarandá. Tenho varrido boca afora flores liláses e amarelas. Suspeito de uma chuva de verão molhando meu peito em plena primavera. O vento vindo do sul já deu norte aos meus pensamentos. Estou repleta de horizontes. As ruas me percorrem. O sol me põe e me amanhece. A lua me anoiteceu. Estou emoldurada de céu. No centro, uma árvore com flores alaranjadas faz sombra no meu umbigo. Já dei água aos passarinhos. Um até me pousou. Tenho servido de ninho. Estão me fazendo de natureza. Passam por mim e me arrancam uma folha e um suspiro. Outros me retratam, outros nem me vêem. Estou mais para as formigas do que para as pessoas. Insetos me habitam.
domingo, 4 de dezembro de 2011
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