Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A vida do Sandro, como ela é

Hoje é a primeira segunda-feira do primeiro ano da segunda década do segundo milênio! E cá estou rodeado de meninas... Por sorte! Sempre sonhei quando era Alemãozinho do Hermann ter amigas, na infância, as meninas não faziam muito parte da minha vida. Hoje, tenho amigas que são do coração... Meninas queridas que fizeram e fazem parte da minha vida de uma maneira muito legal. Aqui estou com a Pati (Damé), minha nutricionista, Aninha (Bom-bom), minha colega amada de trabalho há anos, Marcinha (Villarinho), minha paixão do coração e amiga de sangue, Nai (Alberti), meu amor eterno! Vejo elas felizes como nunca, juntas, brincando como crianças, rindo à toa e colecionando memórias de um ano novo lindo que passaram juntas. Comemos uma "pasta ao sugo" feita pela Nai, enquanto escuto King of Convenience no meu computador, elas se amontoam para separar fotos da viagem, comentando uma à uma como se pudessem viver outra vez aqueles momentos incríveis que passaram juntas, entre gritos e sorrisos... Eu, no sofá escrevo essas palavras, pra deixar marcado na história da minha vida o privilégio que tenho de tê-las como amigas ao meu lado para todo e sempre!

Cara de sorte esse... Posso estar num encontro de meninas e me sentir feliz por elas!

My life! É assim...

Começando o ano como eu gosto... Ao lado de pessoas que eu amo!

Feliz 2011 para as mulheres da minha vida... Essas que citei e todas as outras que aqui não estão!
 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Relacionamento aberto ou fechado, Ana Flores (compartilho)

Só para me divertir, comecei a fazer uma pequena lista das coisas que acho cafona. E entre ficar de mal com os ex-namorados, usar sandália plataforma, tomar cervejinha na beira da praia e viajar de excursão para o Nordeste, parei num ítem que me foi digno de reflexão. Espalhar aos quatros ventos que tem um relacionamento aberto. Aii...que cafona que é ficar falando isso. O mais engraçado é que o pessoal que faz uso desse discurso se acha ultra moderno. Assim, a Simone e o Sartre já viviam um relacionamento aberto em 1940, então vamos combinar que isso já está mais do que ultrapassado. O último grito é ser discreto, meu bem. Mantenha a discrição e estará sempre elegante e atual.

Mas o que é um relacionamento aberto, afinal? Aberto, o que? O que que fechou? O que é que está aberto? Alguém me explica.



Parece que existem inúmeras formas. Você pode ficar com quem quiser, mas e quero saber de tudo. Ou: Você pode ficar com quem quiser desde que eu não saiba de nada. Essa é boa, né? A pessoa vive numa ilusão só para tentar ser moderninha.Você me fala com quem quer se relacionar e eu aprovo ou não. Esse é aberto pra quem mesmo?! Tem aquele que tem relacionamento aberto mas quase morre de ciúmes. Pra que abrir, então? Tranque todas as portas e seja feliz. Também tem os relacionamentos abertos só de um lado. Do outro lado, portas fechadas. Sim, isso existe, acredite. E ainda, tem a questão do quanto que a porta pode abrir. Só uma frestinha ou portas e janelas sempre escancaradas para arejar? Enfim, cada casal vai criando as suas regras em busca da felicidade.

Para mim a felicidade não está exatamente em um relacionamento aberto ou fechado mas sim no que está por baixo dele. As catedrais estão em pé há centenas de anos porque foram construídas sobre uma sólida estrutura. O tempo e as guerras passaram e elas continuam vivas, estáveis, seguras e majestosas. A paixão, o encanto, a companhia e o desejo são apenas os ornamentos de uma catedral - e eu adoro ornamentos - mas o que está por baixo, é o que realmente vai segurar e manter a estrutura em pé, e isso chama-se amizade.

Se houver amizade, tudo estará bem de verdade. A relação - seja ela aberta, fechada, entreaberta ou trancada com cadeado e senha de 9 dígitos - se manterá viva, estável, segura e majestosa. Com amizade, você pode abrir ou fechar um relacionamento. Pode trancar o coração do seu parceiro a 7 chaves ou escancarar as portas e janelas, que tudo continuará na santa paz de Deus. Simples assim. Só que não vá pensando que amizade é tipo amor a primeira vista. Amizade a primeira vista só existe nos filmes de cachorro da sessão da tarde. Ela deve ser construída a quatro mãos e isso leva algum tempo. E a pergunta que deve ficar é: será que entre eu e o meu namorado ou namorada existe amizade? De verdade? ... Ou será temos apenas os lindos e coloridos ornamentos? 
 Gostou? Tem muito mais no Blog da Ana. Acesse anamorarte.blogspot.com

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dó duplo, Ana Thompson Flores

Sinto dó das pessoas que dizem que adorariam fazer tal coisa mas estão sem tempo. Na verdade, sinto dó duas vezes. Um dó duplo. Sabe por que? Em primeiro lugar porque tempo para mim é sinônimo de vida. Assim, quando alguém me diz que está com o tempo escasso logo entendo que está com a vida escassa. Vida escassa! Pense bem, vida escassa. Isso parece ser bem triste.

Explicado o primeiro dó, vamos ao segundo. Com frequencia percebo que quando alguém diz que está sem tempo, na verdade, está mentindo. Mentira dupla, porque além de mentir para os outros, está mentindo para si mesmo, o que é muito pior e digno de pena. Na maioria das vezes há tempo sim, é só uma questão de prioridade. Escolher é algo tão nobre. Não ter tempo é algo tão pobre. Não entendo como é possível confundir tanto escolher com não ter tempo. São duas coisas de natureza bem distintas.

Tenho um aluno que não vem à aula há meses porque tá sem tempo. Toda a semana ele me liga para dizer que tá na correria, sem tempo para respirar, mas que ama as aulas, que sente muita falta e que semana que vem vai aparecer. Ele nunca aparece, claro - porque está sem tempo. Ontem soube que ele está fazendo aula de dança, duas vezes por semana. Áh, cada aula tem duas horas de duração, isto é, são quatro horas dançando durante a semana. Nada mal para quem estava sem tempo nem para respirar. Ele está dedicando o tempo que tem, ou a vida que tem, para dançar e isso é admirável. Só fico aqui me perguntando se não seria mais fácil ele dizer escolhi fazer aula de dança. Mas não, ele prefere ficar nessa coisa triste de estou sem nada de tempo. E eu do outro lado entendendo que a criatura está sem nada de vida.

E o que pensar daqueles que não têm tempo para encontrar com seus amigos? Que não conseguem retornar as ligações ou responder e-mails porque não tiveram tempo? Coitados. Coitados mesmo. Dó duplo pra eles. Se ao menos assumissem que escolheram fazer outra coisa, tudo bem. Repito, escolher é algo tão nobre. Não vamos tomar um café porque a minha prioridade é fazer tal curso. Sem problemas. Não vamos nos encontrar hoje porque priorizo o meu trabalho. Ótimo, seu trabalho lhe dá dinheiro e prazer e isso é muito bom. Não vamos nos ver porque escolhi fazer outra coisa. Ok! Escolher é demais. Parabéns pela sua escolha. Só não me faça sentir pena de você com essa cafonice de estou sem tempo...