domingo, 18 de setembro de 2011

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

insanidade virtual


O mundo virtual é uma realidade e a realidade está cada vez mais virtual. Quê? Isso mesmo minha filha, agora é assim. Hum.

domingo, 4 de setembro de 2011

Em boa companhia


Um bom livro é sempre uma boa companhia. 
Ando viajando por aí, entrando e saindo de aviões. Nessas idas e vindas, chegadas e partidas, três companhias inseparáveis: meu ipod com 14 mil músicas, das quais a maioria ainda não ouvi; meu novo fone de ouvidos que comprei em Buenos Aires e que me isola do mundo das aeromoças, crianças chorando, vizinhos roncando e até mesmo do piloto falando do tempo no alto-falante; e páginas não-lidas de um bom livro. 
Assim, aquelas horas que poderiam ser perdidas olhando para o nada, acabam sendo horas musicais, de leitura fluida, de pensamentos novos, de isolamento das coisas que me aborrecem (esse verbo me lembra outro que é emburrecer...).
Talvez uma história de amor foi lido assim e posso dizer que talvez uma viagem faça mesmo a gente sair do chão.

Talvez uma história de amor, Martin Page



Você vê loucura em tudo. Com isso, evita lidar com a complexidade das coisas.
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O cristianismo enfiou a ideia de verdade na cabeça das pessoas com o uso de torturas e tribunais de Inquisição. Mas, desde que se deixou de levar feiticeiras à fogueira, perseguir os judeus e defender a escravidão, a mentira parece bem mais adaptada à vida social.
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As conversas previsíveis sobre assuntos obrigatórios o cansavam. 
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Espontaneamente, quando imaginamos o nosso parceiro ideal, desenhamos a nós mesmos, sem as lacunas ou as fragilidades e com o sexo que mais nos convenha.
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Ninguém admitiria isso, mas o fato é que não há nada para comemorar quando nossos amigos dão certo na vida e se apaixonam, pois isso os afasta de nós. Os grupos mais sólidos de amigos se apoiam em fracassos profissionais e sentimentais.
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Há um paralelo perturbador entre o crescimento do turismo e a multiplicação de casos sentimentais. Amamos da mesma forma como viajamos, por períodos curtos e seguindo roteiros predeterminados. Apaixonamo-nos para ter lembranças, cartas, um conjunto de sensações, novas cores em nossas íris; para ter o que contar no escritório, aos nossos amigos, ao nosso psicanalista. Não existe diferença entre o amor e as viagens, pois sempre voltamos a eles.
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As compras proporcionam uma oportunidade de compartilhar uma experiência coletiva e mística. Avançamos uns ao lado dos outros. Cada um carrega sua cesta ou empurra seu carrinho. Ninguém esconde suas compras. 
As cestas revelam a nossa intimidade: ficamos sabendo de tudo sobre os nossos banheiros, sobre o que há em nossas geladeiras e a composição de nossas famílias. A exposição inocente é a regra. Ficamos nus como criancinhas, e isso não nos incomoda.
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O meio da manhã de um dia de semana é a melhor hora para saborear a singela felicidade de se sentar à mesa de um café.
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Virgile estava convencido de que as pessoas saíam juntos, casavam-se, compravam novos aparelhos eletrônicos e tinham filhos unicamente para terem assunto para conversar. No fundo, Virgile gostava mesmo era de conversar sobre a própria conversa, suas liberdades, seus limites.
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É preciso tempo para se sentir bem com o corpo do outro.
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Estamos sempre fazendo os nossos próprio reclames.
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Só existe uma forma de não nos arriscarmos a perder aqueles que poderíamos amar. É não permitindo que eles entrem em nossa vida.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A neta do Senhor Linh, de Philippe Claudel



Como a guerra arranca de um homem o cheiro da sua terra e como a solidão destrói a gente por dentro. Um livro para ler num único fôlego.

a chuva



a chuva entrou 
mesmo com a janela fechada

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Filme de aventura é uma viagem

O bom dos filmes de aventura não está nas perseguições, nem nos tiros e muito menos nas cenas de tapas e beijos, está nas locações. Acabo de assistir a um desses, do qual não gravei o nome, nem o enredo, nem os diálogos que são monossilábicos. Mas, enquanto fazia um coisa ou outra no computador, o filme foi dos Estados Unidos para uma ilha paradisíaca, passando pela neve na Áustria,  numa tourada em Sevilha e numa praia no México. Assim, num piscar de olhos. Esse pessoal viaja...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

Da sabedoria

Rebecca Dautremer
A sabedoria não vem envolvida em papel de seda nem em folhas de jornal. Ela anda solta, à toa, e pode ser reconhecida por quem tenha olhos livres. Atrás dela, não há trombones, nem sinos. Ela vem seguida de um silêncio que ecoa. Há quem acredite que ela habita os lugares mais nobres e há outros que crêem tê-la encontrado na miséria. Engana-se quem acha que ela dá preferência a um lugar em oposição a outros. A sabedoria não pode ser limitada a nada nem a ninguém. Ela ocupa todos os lugares, todas as épocas e todas as idades. Basta ter as janelas sempre abertas.